ASSOCIAÇÃO MENINOS DE RUA

AA necessidade de criação de um local de acolhimento polivalente, que pudesse dar resposta a todas as necessidades específicas dos meninos que vivem nas ruas da capital angolana, levou ao aparecimento de um centro de acolhimento de emergência com cuidados psicológicos e enfermagem, que recebeu o nome ‘Vivência Feliz’.


No dia 20 de agosto de 2019 abriu as suas portas um centro de acolhimento de meninos de rua, que pretende ir ao encontro das necessidades destas crianças que não são recebidas por outras estruturas ou associações, colocando-os fora de perigo, quando em situações de emergência e promovendo a sua integração na sociedade através de uma rede de parceiros institucionais e privados.

O projeto, feito em nome da associação angolana Grupo da Mulher Africana (GMA), existe graças a várias parcerias estabelecidas com empresas do setor privado como a Hereema, a Siccal, a Oceaneering — que doou todos os equipamentos de cozinha e concordou em enviar uma equipa de manutenção regularmente para garantir o seu funcionamento, a Seadrill, Suave — que fornece, mensalmente, produtos de higiene e limpeza, a Angoalissar — que doa, mensalmente, alimentos essenciais, a Dimassaba — que fornece pão diariamente, entre outras empresas, que apoiam as diferentes missões que o centro desenvolve e que vão desde o apoio psicossocial, ao acolhimento, à recuperação e acompanhamento das crianças, à sua inserção na comunidade e à prestação de cuidados de saúde, sempre que necessário.

O centro está aberto 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana e, apesar de ter começado com uma capacidade de 34 camas, conta já com mais de 60 crianças acolhidas e acompanhadas por uma equipa de profissionais onde se incluem: educadores, que acompanham as crianças na aprendizagem de regras sociais básicas, na interação e comunicação com terceiros, no desenvolvimento da sua criatividade e do seu imaginário, e ainda, no estabelecimento de cuidados pessoais básicos; assistentes sociais, que entrevistam e descobrem os antecedentes de cada criança e as apoiam com estratégias que lhes permitam sair da rua; enfermeiros, que analisam o estado geral, acompanham as crianças a tratamentos e sensibilizam-nas sobre a sua própria saúde; psicólogos, que, semanalmente, se centram na terapia individual e em grupo; auxiliares de cozinha, limpeza e lavandaria, que reeducam as crianças sobre a sua alimentação, a higiene e limpeza do local onde moram; administrativos, que se responsabilizam pelo bom funcionamento do centro; e seguranças, que vigiam e protegem o centro, de dia e de noite.

A população acolhida no centro inclui menores de 15 anos de idade (meninos e meninas), que são trazidos pelas equipas da fundação Arte Cultura, pela polícia, ou outros parceiros, retirando-as do perigo físico e psíquico que a vida na rua lhes inflige e que lhes adultera noções tão importantes quanto as de tempo, de espaço, de relações com os outros e com o próprio corpo.

Para além do apoio dado às crianças, o centro também pretende mostrar-lhes um mundo diferente do mundo da rua, organizando passeios e atividades artísticas e desportivas que lhes permitam chegar a outras realidades, que as façam sonhar com uma vivência feliz e que, assim, as façam pensar num futuro melhor. Todas as atividades são abertas ao público, em geral, que, ao apoiar aderindo a estas atividades contribui para que o projeto mantenha o seu propósito e os meninos de rua sejam valorizados e tenham a oportunidade de sonhar.



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