VEGAN: TO BE, OR NOT TO BE…

Amotivação é um processo que dá origem a uma ação consciente. Às vezes é um furacão de emoções que nos atropela e com o qual rebolamos encosta abaixo, que nos entusiasma ao ponto de subirmos a montanha só para voltar a rebolar até cá abaixo. Outras vezes vezes é uma corda que nos mantém atados à volta de uma árvore no topo da montanha pela qual deveríamos rebolar, que nos estrangula e impede de arriscar.

O preço que pagamos pelas escolhas que fazemos só se torna irrelevante ou justificado quando a motivação que nos leva à escolha é mais importante do que a dor de não fazermos escolha nenhuma. Um passo leva a outro passo, mas não dar nenhum passo mantém-nos indefinidamente no mesmo lugar. Este é o motivo pelo qual é mais fácil completar uma tarefa do que iniciá-la.

© Pick Up Limes

O mais extraordinário é a simplicidade do processo. Tão simples quanto sabermos que devemos avançar quando o sinal do semáforo muda fica verde.

Parece um discurso digno de uma sessão de coaching para aumento da produtividade profissional mas na verdade queria contar-vos como é simples criarmos um hábito que pode mudar a nossa vida.

© Brooke Lark

Há quem se torne vegan por motivos de saúde pessoal, há quem honre familiares próximos que poderiam ter acrescentado anos de vida se tivessem feito uma pequena alteração no seu regime alimentar, há quem sinta a necessidade de proteger o planeta optando por hábitos de vida menos nocivos para o ambiente, há quem sinta uma profunda necessidade de proteção dos animais, há quem queira melhorar a performance desportiva e compreenda como a mudança de regime ajuda à recuperação muscular…. Os motivos podem ser variados mas todos precisam que se aperte um gatilho. Os objetivos podem ser diferentes mas todos precisam da criação e uma rotina. Os resultados podem não ser iguais mas todos trazem uma recompensa positiva que leva a que se continue a premir o gatilho e a manter a rotina.

© Pick Up Limes

Para mim, ser vegan é uma necessidade criativa de conjugação de uma paleta de diferentes cores e sabores num prato. É a descoberta de fontes de gordura, cálcio, vitaminas, fibras, proteína, minerais saudáveis. É a sensação do bem que faz pelo bem que sabe. É ter as mãos cheias… de espinafres, de abacate, de caju…

© Edgar Castrejon

A vida não é um conjunto de ensaios e treinos em que podemos aperfeiçoar a técnica, não é um ensaio geral onde podemos corrigir erros para não nos enganarmos quando for a sério. O meu gatilho é abrir as mãos, a minha rotina é enchê-las de cor e de sabor, a minha recompensa é a vida… agora!