Transformar resíduos em oportunidades e mostrar que a sustentabilidade pode ser também um caminho para o empreendedorismo foi o principal propósito da 1.ª edição da Feira Ambiental “Do Lixo ao Luxo”, promovida pela Associação Planeta Consciente, na Mediateca 28 de Agosto, no passado dia 14 de Agosto, em Luanda.
Mello Silva
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O evento reuniu projectos, empreendedores e iniciativas ligadas à economia verde, com exposições e actividades destinadas a incentivar uma nova forma de olhar para os resíduos.
A iniciativa teve como um dos momentos de destaque, a mesa-redonda “Empreendedorismo Verde em Angola: oportunidades e desafios”, que contou com a participação de empreendedores ligados ao sector ambiental.
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O encontro procurou aproximar jovens a experiências concretas e mostrar que, apesar das dificuldades relacionadas com recursos, existem iniciativas capazes de transformar problemas ambientais em oportunidades de negócio.
Para o presidente da Associação Planeta Consciente, Heldér Costa, a organização nasceu da iniciativa de oito estudantes universitários do ISPTEC, do curso de Informática, que procuravam encontrar formas de contribuir para o desenvolvimento do país.
“Embora o nosso curso não esteja tão alinhado com a área ambiental, estávamos a analisar de que forma podíamos contribuir para o desenvolvimento da nossa nação. Foi a partir desses pensamentos que surgiu este projecto”, explicou.
Mello Silva
A membro do Planeta Consciente, Neide Perestrela, destacou a importância do workshop dedicado ao empreendedorismo verde, considerando-o uma oportunidade para os jovens conhecerem experiências de pessoas que já actuam no sector.
De acordo com Neide, ouvir empreendedores que enfrentam diariamente as dificuldades do mercado angolano, pode servir de motivação para quem pretende iniciar um projecto na área ambiental.
Mello Silva
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Entre os expositores esteve a artista plástica Maria Brandão, fundadora do Ateliê Maria Brandão, dedicado à cerâmica e à criação de peças artísticas.
A artista levou para a feira peças de cerâmica pensadas para o quotidiano, procurando aliar criatividade, utilidade e identidade cultural.
Outra iniciativa presente foi a Consciente Angola, representada pelo seu coordenador administrativo, Adão André. A empresa apresentou alguns dos seus produtos e serviços, com destaque para as eco-vassouras produzidas a partir de garrafas plásticas.
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Segundo Adão André, a empresa disponibiliza três tipos de vassouras ecológicas: a versão doméstica, a industrial normal e a industrial XL, esta última destinada a espaços maiores, como pavimentações e passeios largos.
A transformação de garrafas descartadas em ferramentas de limpeza é um exemplo prático de como materiais considerados resíduos podem ganhar uma nova utilidade e, simultaneamente, gerar atividade económica.
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A 1.ª Feira Ambiental “Do Lixo ao Luxo” procurou, desta forma, aproximar a sociedade de soluções sustentáveis já existentes no país e incentivar sobretudo os jovens a olhar para os desafios ambientais como oportunidades para criar, inovar e empreender.
Mais do que falar sobre lixo, a iniciativa lançou um desafio: mudar a forma como os resíduos são vistos, e reconhecer neles, possibilidades para um futuro mais sustentável em Angola.













