Os motivos foram mais do que muitos, para ficar realmente convencida – a deslocar-me, até ao Nova Vida. Nada deteve-me. Nem tão pouco a distância, muito menos o trânsito, por vezes caótico de Luanda.
Porque quando se trata de moda made in Angola com assinatura do slow fashion, o meu “alerta inconsciente”, começa a pulsar, e não há mais nada a declarar…
Falamos aqui da criadora Naolila, que acabou de lançar a colecção “This Isn’t Happiness”.
© Mello Silva
Uma colecção mais madura, voltada para o trabalho artesanal, e com mais foco na produção nacional, fez-me reflectir o quão longe ainda a moda angolana, pode chegar.
Pautada por detalhes feitos com mestria, desde franjas, aos padrões mais divertidos, passando pelos tons terra e quentes, e chegando ao calçado, não há como não vibrar com esta colecção plena de africanidade.
© Mello Silva
Segundo a criadora Naolila: “Esta nova visão, surgiu durante uma fase transitória de um estado emocional incerto após Covide. Na demanda por dias melhores, foi a realização que o nosso modus operandi anterior já não servia para o tipo de marca e legado que desejávamos deixar para as próximas gerações.”
Acrescentou ainda que: “o conflito emocional, seguido por uma análise ponderada auxiliaram a recalibrar a visão e a direcção da nova Nao.li.la… mais ênfase no trabalho artesanal, mais entrega à criatividade, mais foco em produção nacional, mais colaborações com artesãos nacionais e Africanos.”
© Mello Silva
Já dizia Coco Chanel que “para sermos insubstituíveis, devemos ser sempre diferentes”, e de facto, o percurso desta marca tem sido consistente, discreto, mas tremendamente poderoso. Porque o caminho faz-se caminhando, e no slow fashion, o tempo que se demora não é o mais importante, mas sim, o “processo” em sim.
Esta viagem até ao showroom da marca, fez-me desbravar um pouco mais o maravilhoso mundo da Nao.li.la, e fez-me também, apaixonar-me tremendamente por tudo o que vi e senti.
© Mello Silva
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