A 6.ª edição do AO International Trade Show terminou, em Luanda, depois de dois dias dedicados à moda, à criatividade, ao conhecimento e à reflexão sobre o futuro do sector em Angola.
Mello Silva
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Subordinada ao tema “Parar e Reflectir”, a iniciativa decorreu nos dias 2 e 3 de Outubro, no Instituto Guimarães Rosa, reunindo criadores, profissionais da indústria, representantes institucionais, convidados e público.
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Sob a liderança de Cláudia Mittler, o evento voltou a afirmar-se como uma plataforma de diálogo e intercâmbio, aproximando diferentes agentes da moda e das indústrias criativas.
A abertura contou com a participação de Jorge Manuel, Chefe de Departamento para o Fomento Empresarial da Direcção Nacional da Economia e Fomento Empresarial, em representação do Ministério do Comércio e Serviços, reforçando a importância do diálogo entre o sector público e os agentes da economia criativa.
Mello Silva
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Um dos momentos de destaque foi a participação dos embaixadores de Itália e França acreditados em Angola, Marco Ricci e Sophie Aubert, respectivamente.
Os diplomatas consideraram a moda um importante espaço de encontro entre criatividade e identidade, destacando o papel do intercâmbio cultural e das relações internacionais no desenvolvimento do sector.
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A programação contou igualmente com a participação de Hiroshi Yamamoto, Director da TEXTANG, que partilhou conhecimentos sobre a indústria têxtil, os seus desafios e oportunidades, reforçando a importância da produção, da formação técnica e da ligação entre designers e os diferentes agentes da cadeia de valor.
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A reflexão proposta pelo tema da edição esteve também presente na intervenção de Anabela Teixeira, Presidente do Conselho de Administração da Madz Global, que abordou liderança, crescimento e tomada de decisões.
O programa incluiu ainda painéis sobre moda, criatividade, internacionalização, identidade, tendências, consultoria e futuro do sector, com a participação de Cláudia Mittler, Hiroshi Yamamoto, Rubina Suzeth, Mel Chaves e estilistas como Adalgisa Massango.
A discussão trouxe diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento da moda angolana, desde a criatividade e identidade cultural até à profissionalização, internacionalização e construção de marcas sustentáveis.
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O segundo dia foi marcado pelo Fashion Show, que reuniu diferentes propostas e linguagens da moda angolana.
Apresentaram as suas criações, Welwitschia Neto da marca Wan Kiamy, Alda Duarte da Alda Fun Fashion, Dauvia Nijenhuis, Lília Carvalho da MYA e a AO Criativa.
O desfile revelou diferentes formas de interpretar a moda contemporânea, cruzando identidade, cultura, criatividade e expressão individual.
Mais do que uma apresentação de colecções, o Fashion Show celebrou a diversidade da criação e o talento de designers que permitem afirmar a moda angolana dentro e fora do país.
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Entre criadores, empresários, especialistas, diplomatas e representantes institucionais, diferentes vozes contribuíram para uma mesma reflexão.
PARAR E REFLETIR. E, a partir dessa reflexão, continuar a construir.















